sábado, 19 de maio de 2012

Eu sempre gostei das coisas mais simples. Sabe, acordar cedo, abrir a janela e ver o sol nascendo. Sentir aquele vento em mim e respirar o ar puro que há no meio de uma madrugada e uma manhã. Sempre gostei de abraços inesperados, aqueles que te deixam sem fala, apenas você suspira bem fundo quando o recebe. Preferi sempre os pequenos detalhes, os menores gestos, do que todas aquelas besteiras feitas pelos humanos para chamar atenção. Acho que por isso que no lugar de querer uma grande festa nas minhas datas de aniversários eu sempre preferi apenas ficar em casa com os amigos mais íntimos, conversando, assistindo qualquer filme e rindo. Em vez de ir a shopping com amigas, eu preferi sempre ficar na praça, sentada em um banco ouvindo musica. Para falar a verdade, eu odeio shopping, onde tem apenas todas aquelas patricinhas maquiadas como uns palhaços para agradar os garotos idiotas que passam um quilo de gel no cabelo e se acham os fodões. Dizem para mim que todo adolescente é assim, que gosta de chamar atenção, gosta de seguir modinha. E desde então me peguei pensando e tendo muitas duvidas, pensando se eu não era uma adolescente. Afinal, sempre odiei modinhas e sempre detestei pessoas que adoram chamar atenção. Normalidade é uma merda. Prefiro ser a anti-social do que a pessoa que só é reconhecida pelas suas roupas da modinha e por ter um namorado bonitinho e sem cérebro como a maioria das garotas tem e gostam. Eu não nasci para ser assim, eu não nasci para ter essa normalidade, bem pelo contrário eu sempre fui estranha e até gosto desse meu jeito. Por isso acabo sempre me apaixonando pelas coisas mais simples, por qualquer verso de musica, por qualquer olhar profundo e abraços apertados. Afinal essas são umas das únicas coisas raras hoje em dia que ainda da pra se dizer que são verdadeiras, pois o resto ta virando tão clichê e falso que chego a ficar confusa em relação a carinhos e sentimentos.

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