quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sobriedade'mbriagada.

Ainda não sei se é ironia ou hipocrisia escrever enquanto me encontro em um estado diferente do que me sinto estando misturada a outras coisas. Acontece que agora - felizmente, não estou completamente sóbria, mas tenho resquícios de sobriedade em mim, entende?
Então não me leve a mal, é algo simultâneo e me embriagar é somente o que tenho no momento para sentir-me feliz mesmo que momentaneamente. Amanhã eu conto os prejuízos.
É que. Eu sinceramente não sei o que seria da minha calma sem o cigarro nos momentos de estresse, porém são poucos os momentos em que posso ter um cigarro em mãos preso entre os meus dedos para chamar de meu deixando uma marca vermelha de batom. Por isso tantas e tantas vezes me vejo atordoada e com a calma que me resta por um fio. 
Não sei dizer o que seria de uma parte da minha felicidade se não me dedicasse a me embriagar de vez em quando, não que eu seja uma completa infeliz, só não sei explicar o quanto a bebida me preenche porque fico plenamente satisfeita quando busco refúgio nessas doses ficando completamente fora desse mundo trazendo à tona várias lembranças. E se eu tivesse um mísero cigarro em mãos estaria ainda mais longe de tudo estando distante fingindo um estado aceitável que não beirasse a depressão.
Eu amo apreciar tudo o que gosto sem moderação. 
...Eu amo tanto que nem sei.
Tarde demais, já chorei.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não me identifico mais com ninguém. Antes eu me achava madura demais, e usava isso como justificativa para não me identificar com os outros da minha idade. Depois achei que tivesse a mente virada ao avesso, porque não me identificava com nenhum menino. Mas depois percebi que as meninas também não me entendiam. Parei de tentar justificar tudo. Ultimamente nada mais explica o fato de eu ser assim. E não sei se me incomodo, por parecer mais perdida que o normal, ou se agradeço, por conseguir, acima de tudo, enxergar a vida de um jeito que ninguém mais enxerga.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tenho medo de deixar de ser triste. É o que eu sempre fui. Tenho medo de encontrar a felicidade e não saber desfruta-la. Medo de ficar perdida sem a minha tristeza, e mesmo feliz vou me sentir vazia. Deixar de ser triste é o mesmo que deixar de ser quem eu sou. Se eu não tiver tristeza inundado o peito, o que vou ter? Tenho medo, sem tristeza vou me perder, não vou saber o meu próximo passo, não vou nem saber quem eu sou. Tenho medo de deixar de ser sozinha, ando me acostumando a chorar sozinha, a contar só comigo, a me abraçar, me consolar e dizer a mim mesma para seguir em frente. Esse é meu pior medo, deixar de ser só e passar a contar com as pessoas, criar expectativas em cima delas, eu já passei por isso, eu já contei, já precisei de tanta gente e só pude contar comigo mesma. Tenho medo de deixar de ser triste, de ser só.
É uma droga ser obrigada a sair de casa todos os dias. O problema não é exatamente o sono, mas o desamino de olhar para o sol e querer o dia nublado. O dia nublado parece mais com o que está dentro de mim. Angustiante lembrar que vai encontrar as mesmas pessoas que já não suporta mais ver. Viver mais um dia estressante e carregar na costas todo o lixo que o mundo depositou em você. Acordo todos os dias me odiando por sempre reclamar e isso me deixa cada vez mais infeliz. Odeio todas as vezes que não estou satisfeita. Odeio chorar baixinho por que não deu certo, porquê quebrei a cara ou porquê era para eu acertar e eu errei. E a vida, coitada, não tem nada a ver com isso. A frase do dia foi “você é louca“. E ser louca é menos que ser agradável. Ser louca deixou de ser um estado psicológico. A diferença virou loucura . As vezes eu sou injusta, muitos andam do meu lado, eu sei que muitos me querem bem, eu tenho amigos, família, companheiros, mas essa sensação de esta sempre só, solta, sem apoio não me larga. E essa sensação dói demais, e me da panico só de pensar que sempre vou me sentir assim. Essa é minha realidade, me sentir sozinha. Rodeada por pessoas ou isolada no escuro do meu quarto, a sensação é a mesma. E dói… Já tentei me convencer que não sou só, que tenho muitos amigos e uma ótima família, e isso não entra na minha cabeça. Não consigo entender o qe a solidão quer comigo, não entendo o que a vida tem preparado para mim. E me dói pensar que essa sensação nunca iria me largar. As pessoas acham que ando deprimida. Não vou desmentir, prefiro deixar assim, é até bom. Os deprimidos podem agir de modo esquisito e não precisam justificar suas bobagens o tempo todo. Ela é uma deprimida, quem se importa? Recebam meu recado: eu até que estou indo bem. Somente descobri que, no momento agora, só consigo ir com as caras que nunca mais verei, só consigo me apaixonar pelo que assumidamente é feito de pó. Não faça como o resto da cidade, não ultrapasse meu semáforo depois que já fechou. A pressa é inimiga da direção. E a gente se vê, ainda. Promessa. E eu tenho tentado dormir demais, querendo me congelar para o futuro melhor. Mal sei aproveitar a alegria. Já a tristeza, sinto cada aperto, cada dor que insiste em me perturbar. Tristeza é o meu melhor mau. Penso tanto quando estou triste, me sinto até uma pessoa melhor. Se engana quem acha que tristeza não faz bem. Eu leio muito, escrevo, aprendo muito, choro demais, fico na minha cama o dia todo pensando o porquê dessa vida ser tão otária. Eu sei que não funciono direito, não tenho concerto. Não adianta tentar me consertar, eu nunca vou funcionar do jeito que você quer.

você nunca vai entender- Mika Sampaio
            Escute bem porque quando eu desligar você não vai saber mais nada sobre mim, chegamos ao fim, o ultimo alô é na verdade um adeus! Esqueça aqueles planos, eles não são mais seus.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Hoje cedo, por volta das quatro e pouco da manhã… Levantei da cama em meio aquele silêncio absoluto. Caminhei até a parte mais alta da casa e fiquei lá, perplexa, sentindo o vento acariciar meu rosto, sabendo que ele não levaria a angustia que eu senti ali. De alguma forma, eu pressentia que você estava perto, em algum pedaço desse imenso mundinho. Comecei a pensar em meio a um cenário urbano em um dos seus poucos momentos de paz. Me peguei sorrindo escondida de mim, droga, lá foi mais uma demonstração afetuosa me deixando com cara de idiota naquele frio. Eu surtava enquanto tentava esquecer. Às vezes ali, eu me sentia triste, e tentava me jogar em outra realidade, mas se eu abro uma porta… despenco no mesmo lugar. É inevitável. Em uma fração de segundos, cheguei a cogitar se você também estava na parte mais alta da sua casa fazendo esse terrorismo. Ingenuidade nunca foi meu forte, mas isso se tornou um incentivo pra continuar levantando nessas madrugadas. E por mais inútil que seja, isso te trás pra perto de mim. Então eu voltei pra cama, e fiquei lá acordada por uns vinte ou trinta minutos até pegar no sono outra vez. Acho que sou a única pessoa do planeta que acorda pra sonhar.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vamos fugir, juntos ou sozinhos, para longe daqui; vamos correr no meio da rua e dançar sob a chuva. E eu sei que você não gosta de mudar de paisagem, mas vem - vem comigo e prometo-te que não se arrependerá da viagem. E talvez haja zangas, e dias com pouco sol, não te sei dizer agora, mas sei: que não perderia o teu acordar, por nada; nem o sapateado das suas pernas nuas depois do banho - nem mesmo aqueles momentos em que acha que não estou a ver, em que, despenteado e concentrado.Vamos fugir de cada inferno pessoal que nos atormenta, e procuremos novos. E talvez a felicidade venha em forma de montanha-russa e haja dias em que nenhum de nós tenha a cabeça no sítio. Digo apenas que tentarei que rias, e, quando precisar, que chore. Pode não ser ideal, nem eu nem a altura nem a vida, mas juntos faremos o esforço para que o seu coração continue a bater de contente. E, se nada resultar, a porta estará sempre aberta para ti. Venham a chuva e a trovoada - que o chegar ao céu azul é mais para mim do que apanhar eu sol.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu acho que a escrita tem que ser honesta.
Vejo tanta gente, mas tanta gente, achando que pode ensinar a escrever, a ser escritor, a fazer sucesso, etc e tal, como se a vida fosse uma caixinha fechada e você não pudesse avançar o sinal.
 Acontece, caros amigos, que não existe uma fórmula mágica. A técnica existe, não podemos negar. Mas você realmente é tão inocente a ponto de achar que os grandes artistas pensaram sobre ela na hora de escrever seu texto? Eu duvido muito. Veja bem, não tenho nada contra a técnica. É interessante aprendermos alguns recursos para utilizá-los na hora em que fomos revisar o texto. Percebe? Eu disse exatamente isso. Na hora de re-vi-sar. Porque quando você é escritor, você não calcula o próximo passo, você cospe. Escrever é um grande cuspe, se você quer saber.  Me recordo que uma vez perguntaram ao roteirista da série LOST qual era a fórmula para fazer esse fenômeno. A resposta? Ninguém sabe. Lembro também que tentaram seguir os passos de LOST, a fórmula brilhante que criaram através do cuspe do JJ Abrams e fizeram o seriado Flashfoward. Conhece? Não? É porque foi cancelado na primeira temporada. Entende o que quero dizer?
Não dá para passar talento e vocação adiante. Isso não existe. Você pode estudar, aprender, decorar todas as técnicas, usar a caixa de ferramentas inteirinha e tenha a certeza, meu caro, de que você vai, sim, melhorar, mas melhorar nem sempre quer dizer ser bom. Porque não adianta você conhecer todo esse blábláblá se não tiver sangue nas veias e sentimento no peito.
 É por isso que eu acho que o escritor tem que ser honesto consigo e reconhecer que tem que se desenhar no texto. Não é vergonhoso se expressar, vergonhoso é se esconder atrás das fórmulas, desse pingue-pongue, bate e volta. Escrever é se arriscar. Então arrisque ser original. Conheça a “fórmula mágica” e diga que está out dela. Faça melhor. Faça sincero

quinta-feira, 2 de agosto de 2012



Parem com essa necessidade neurótica de mudar os outros. Ninguém muda ninguém.

❝ Todos sonham. Poucos acreditam. E quase ninguém corre atrás.



— Renato Russo

❝ Que meu amor não será passageiro… Te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar.

 — Nando Reis.

Estou a mais ou menos dois dias tentando escrever pra você. Eu daria qualquer coisa, pra te ver chegar. Pra ver o teu nome no meu celular e quando eu atender com um “alô?” ouvir você responder “abre a porta pra mim?”. Eu daria qualquer coisa, pra ver seus olhos se aproximando dos meus e sentir meu coração sorrindo junto ao te ver sorrir. Eu daria qualquer coisa, por um dia ao seu lado. Ou horas. Ou minutos. Ou… qualquer tempo suficiente para que o seu cheiro fique em mim. Me acompanhando. Me respirando. Eu daria qualquer coisa, pra ter uma desculpa pra fazer você ficar um pouco mais e ver a sua cara de quem não sabe o que fazer porque tem que ir embora mas não pode dizer “não”. Eu daria qualquer coisa, pra te ter perto de mim, só perto seria o bastante. Porque pessoas legais moram longe?  Tem algo mais meigo do que ouvir a sua voz baixinha no telefone, com você quase adormecendo, me chamando de idiota? Se existir, o que duvido muito, terão que me provar, nunca escutei algo tão bonito de uma forma tão estranha. Pode parecer loucura ou qualquer coisa assim, mas quando fico durante minutos olhando alguma foto sua, sorrio sem parar [...] Eu não esperava nada. Eu não queria nada. Eu te imaginei apenas como um garoto que, por algum motivo, se interessou em mim e tinha um jeito certo (e bonito!) de me fazer sorrir. Se eu tenho que fazer alguma coisa ou ir à algum lugar, quero você junto. Se eu sinto frio ou vontade de ter alguém que mande embora os meus medos, quero teu abraço. Se eu dou risada de alguma coisa boba ou um sorriso por lembrar de algo que você me falou na noite passada, quero teu sorriso e tua felicidade me invadindo inteira. Você tem sido a minha escolha, a minha prioridade. Os meus sorrisos, abraços, desejos, vontades, beijos, estão todos guardados e direcionados à você. E se não soasse tão dramático, era pra ser mesmo só uma brincadeira, uma simples atração, e agora eu te chamo de mo. E agora a gente discute feito um casal. E eu te espero entrar só pra ter certeza que você chegou bem em casa. E agora eu sinto ciúme, faço birra, te pirraço [...] Era só uma brincadeira, e agora a gente brinca de se gostar. Brinca de se amar. E percebe que deixou de ser brincadeira faz tempo.



 Tô te esperando com a cama arrumada e o teu lugar guardado..
- MichelleSampaio

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Passou mais uma noite, e fui me apaixonando um pouco mais. Imaginando a sensação boa que o abraço dele tem. Percebendo que contar os sorrisos que ele da por aquela tela é o cálculo mais usado por mim. Dormi pensando como seria a respiração dele na minha orelha. Mais uma madrugada passou. Eu acordei e percebi que estou ferrada por gostar de alguém desse jeito. E mesmo assim, a única coisa que eu quero fazer é segurar a mão dele mais forte e não me importar com os problemas em volta. [...] Pra ser bem sincera, eu nunca acreditei muito no amor. Não naqueles retratados em filmes ou novelas, não naqueles dos livros e nem naqueles que uma amiga me contou. Eu não acredito nessas de beijinho-beijinho, abracinho-abracinho e nem desses de juntos para todo o sempre com um final feliz. Amor que é amor tem seus altos, mas também tem seus baixos; tem seus momentos fofinhos, mas também tem portas batendo; tem beijo, mas também tem gritaria. Amor de ninguém é perfeito, e é isso que o faz ser especial. Sabemos dos defeitos da pessoa ao lado, mas mesmo assim gostamos dela, e a cada dia que se passa se gosta mais e mais. Eu tenho medo de não conseguir mais amar, de não conseguir me deixar ser amada, de ter medo do amor. Eu tenho medo de me tornar uma pessoa fria, uma pessoa individualista que só se importa com a programação da televisão e os lançamentos do cinema. Eu tenho medo de deixar ser o que sou, de não suportar a dor e de viver de saudades. Eu tenho medo, será que você não percebe? Sou feito marionete que facilmente por ti é manipulada, sou feito brinquedo que você só procura quando está sem mais nenhum e logo depois guarda naquela gaveta velha. Acho ridículo a forma como você me ganha sem nenhum esforço, a forma que você me tem mesmo sem saber, a forma como eu te trato sem você ao menos merecer. O amor é ridículo… quer ser ridículo comigo?